Visão Crítica

Política, economia, cultura e cotidiano por LUIZ AUGUSTO GOLLO

29

de
setembro

À queima-roupa

Depois do alemão Günter Grass, de passado nazista revelado há coisa de um mês, chegou a vez de Ernest Hemingway, que revelou em uma carta: "Fiz alguns cálculos e posso afirmar com precisão ter matado 122 alemães". Ambos os casos remetem à II Guerra Mundial e curiosamente envolvem dois intelectuais renomados; porém duas diferenças são marcantes. Grass admitiu em vida seu passado e disse não gter matado ninguém, mas a história de Hemingway é mais grave, porque era um simples correspondente de guerra que morreu dentro daquele heroísmo bem ao gosto do americano médio.

 

No trecho mais chocante da carta, o escritor narra a convesa com um prisioneiro alemão que invocou a Convenção de Genebra e acrescenta: "Você está errado, disse, e atirei três vezes, primeiro no estômago e depois na cabeça, fazendo cuspir seus miolos pela boca". 

 

Hemingway matou alemão que pediu pela sua vida.   

Arquivado em: Cultura I

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