29
de
outubro
Punk ia jogar ovo no careca e no chuchu.
A polícia deteve um punk doido (algum não é?) em frente ao colégio onde Serra e Alckmin foram votar, em Alto Pinheiros. O aloprado levava ovos para jogar nos candidatos e, mesmo dentro do carro da PM gritava "anarquia!", como se já não bastasse a eleição do Clodovil e do Maluf. Não sei quanto ao Alckmin, mas o Serra é o tipo em quem os indignados e revoltados em geral gostam de atirar ovos. Cá pra nós, se fosse candidato eu não acompanharia o Serra em votação nenhuma.
29
de
outubro
Edilza Nogueira da Silva, de 55 anos, saiu de Malta e foi a Patos, ambas cidades do interior paraibano, apenas para votar. Cumprido do dever, caminhava pela calçada com uma amiga quando sentiu-se mal e desmaiou. Levada de ambulância, não resistiu e morreu no estacionamento do hospital.
E no Recife, um eleitor de 69 anos não identificado também enfartou logo depois de votar no Clube Náutico Capibaribe, no bairro dos Aflitos. Também foi socorrido logo depois de cair na calçada, mas chegou ao hospital morto.
Sensibilizados, candidatos paraibanos e pernambucanos avaliaram que poderia ter sido muito pior. Já pensou se morressem antes de votar?
29
de
outubro
Denise acha graça da mancada que deu.
Denise Frossard digitou 23 na urna, confirmou e já ia saindo quando se lembrou do candidato à presidência apoiado pelo seu partido. Voltou, apertou 45 e saiu-se com a seguinte desculpa: "Não foi esquecimento. Fiquei emocionada quando vi meu número na urna. Achei que o Alckmin já tinha vencido no primeiro turno". Deve ser a única pessoa no país que achou isso.
29
de
outubro
"Acho que o eleitor não pode se basear nas pesquisas. O eleitor tem de votar de forma conscientizada. Essa idéia do voto útil é um pouco distorcida. Ela é implementada em uma visão míope. O eleitor deve buscar a intenção daquele que entenda que seja o melhor candidato."
Sábias palavras do presidente do TSE, Marco Aurélio Mello, ao deixar a seção eleitoral. Em quem votou? O ministro disse apenas que foi em "quem ganhará as eleições". A Folha de S. Paulo rotulou-o de voto "quase secreto".
O inventor do voto "quase secreto".
29
de
outubro
Noite de sábado de churrasco regado a cerveja, cachaça boa e caldo verde, Gordo, o churrasqueiro que não tem nada de Lorenzetti, espia o céu da Granja do Torto sem uma nuvem, depois olha pra gente em torno da mesa e anuncia:
"Não posso demorar, porque amanhã cedo vou cumprir meu dever cívico de votar em Luís Inácio Lula da Silva. E vou levar meu revólver, apertar o 13 e se aparecer a cara do Alckmin eu meto bala na urna safada".
27
de
outubro

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O blog cumpre o doloroso dever de comunicar a
morte do maestro Rogério Duprat, 74 anos, de câncer e Mal de Alzhemier, ontem em São Paulo. Ele era o tropicalista que mais sabia de música, autor dos arranjos de "Domingo no Parque", que Gilberto Gil apresentou no festival de música da Record em 1967, e no ano seguinte o de todo
o disco que lançou o Tropicalismo, cuja capa está acima.
Rogério Duprat está sentado, à esquerda, com o penico na mão.
27
de
outubro
É pra comer agora ou quer que embrulhe?
Fernando Collor recuperou na justiça, depois de 13 anos, os direitos de qualquer ex-presidentes, quais sejam: dois seguranças, dois servidores de apoio, dois assessores, dois motoristas e dois carros, tudo pago com "o meu, o seu, o nosso dinheiro", como diz Armínio Fraga. Nada contra o Collor em particular, mas Sarney, Itamar e Fernando Henrique também têm direito a essa mordomia vitalícia?
27
de
outubro
O ministro da Saúde, Agenor Álvares, levantou a bola e a ONG Crioula cortou na quadra adversária: as negras são discriminadas no atendimento do Sistema Único de Saúde, chegando mesmo a receber menos anestesia porque prevalece a lenda de que as negras têm mais resistência à dor física. Lúcia Xavier, coordenadora da Crioula, diz: "Os exames que são necessários acabam não rolando, porque há jum certo nojo, um certo desprezo pela pessoa", referindo aos exames preventivos do câncer de mama e do útero, cuja incidência é alta nas negras.
25
de
outubro
Mal de Parkinson eleitoral.
O ator Michael J. Fox está no meio da discussão ética da atual campanha eleitoral nos Estados Unidos, por sua participação em anúncios pedindo votos para o Partido Democrata nas eleições parlamentares do mês que vem. Vítima do Mal de Parkinson há anos, ele defende a pesquisa com células-tronco em vários anúncios de televisão, nos quais treme mais que gelatina. Os republicanos, que se opõem às pesquisas, reagiram à altura, dizendo que ou ele está representando, ou não tomou o remédio de propósito para as filmagens.