31
de
janeiro
Muito melhor
Tudo começou com o tucano Aécio em 2000.
É interessante verificar como o uso do cachimbo entortou a boca de todo mundo na Câmara: políticos, imprensa, observadores, até a moça do cafezinho atrás do salão verde. Desde a redemocratização, nos idos dos 80, vigorava um acordo de revezamento entre as duas maiores bancadas nas presidências da Câmara e do Senado. O PMDB numa, o PFL na outra, dois anos aqui, dois ali, e a vida seguia tranqüila.
Em 2000, o PSDB, mesmo não tendo a maior bancada, que era do PMDB, melou o acordo lançando seu líder Aécio Neves, eleito na promessa de aumentar os vencimentos dos colegas. Para não sofrer o desgaste inevitável, criou a "verba indenizatória", então de R$ 12 mil mensais, para cada deputado gastar à vontade em seu estado, mediante apresentação de nota fiscal ou recibo.
Aécio saiu para concorrer ao governo de Minas e deixou o vice Efraim Morais no lugar, e na seqüência vieram João Paulo Cunha, Severino Cavalcanti e o Aldo que aí está cumprindo um mandato-tampão. Qual o problema de concorrer com Arlindo Chinaglia e Gustavo Fruet? Vai esfacelar a base governista que nem existe ainda? Vai dificultar a nomeação do ministério do segundo governo? E daí? Tudo isso é muito mais saudável do que a troca de guarda de antes do Aécio.

