7
de
fevereiro
Todos têm razão
De um lado, o Congresso (leia-se a oposição) exige mais transparência nos gastos com cartões corporativos, inclusive os da segurança. De outro, o general da área, Jorge Armando Félix, alega que o sigilo é fundamental para a segurança. E mais adiante, do outro lado da praça dos Três Poderes, o ministro Marco Aurélio, do Supremo, diz que a Constituição não assegura sigilo a ninguém quando se trata de dinheiro público.
Na minha humilde e leiga opinião, estão todos certos, desde que: a) todas as despesas dos deputados e senadores com dinheiro público sejam também transparentes, públicas e notórias; b) os responsáveis pela segurança presidencial tenham consciência da natureza dos gastos e imponham limites morais e éticos a si próprios; e c) que o Judiciário também abra a sua caixa preta, da qual Lula falou no início do seu primeiro mandato, quando relatório das Nações Unidas sobre direitos humanos no Brasil apontou promiscuidade entre juízes, advogados, promotores e criminosos em geral como o maior obstáculo aos direitos humanos.

