Visão Crítica

Política, economia, cultura e cotidiano por LUIZ AUGUSTO GOLLO

12

de
junho

Os donos da terra

Plantações de soja atraem cada vez mais estrangeiros

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Pesquisa inédita do Incra revela que estrangeiros são donos de terras em todos os estados brasileiros, inclusive no Distrito Federal. No total, são 3 milhões e 800 mil hectares, destacando-se Mato Grosso com 754.705,4 ha em 1.377 propriedades rurais, São Paulo com 504.742,8 ha em 11.424 propriedades e Mato Grosso do Sul com 423.148,1 ha em 749 propriedades. Seguem-se, em extensão de terras em mãos estrangeiras, Bahia, Minas, Paraná e Goiás, antes de chegar à Amazônia tão discutida hoje em dia.

Plantações de soja, cana-de-açúcar e eucalipto são as que mais atraem compradores, sobretudo no Nordeste e no Centro-Oeste. Produtores endividados vendem a terra a preços acessíveis a investidores de EUA, França, Japão, Alemanha, Holanda, Bélgica, Itália, Inglaterra, México, Noruega e Chile. Mas há empresas de países com economia mais fraca que a nossa, como a argentina El Tejar, que chegou seis anos atrás ao Mato Grosso com a Telhar Agropecuária, plantando milho e soja em 35 mil hectares, e não pára de crescer.

Outra faixa preferencial do território brasileiro cobiçada por estrangeiros é o litoral nordestino, onde empresas e pessoas físicas disputam o mercado turístico. É aí onde mora o perigo, segundo o ex-secretário do Meio Ambiente do Amazonas, Virgílio Viana: “Você sai de uma praia e entra em outra controlada por gringos, quilômetros e quilômetros. Em termos de presença estrangeira, é muito mais grave (que a situação amazônica)”.

Adquiridas por empresas ou cidadãos estrangeiros, estas terras parecem comprovar o fracasso da reforma agrária brasileira e a tese do ongueiro sueco para quem a Amazônia pode ser comprada por US$ 50 bilhões. Na origem de ambas as hipóteses, esconde-se a falta de política de Estado para promover a justa distribuição da terra e criar mecanismos legais de defesa do seu território.

Na América Latina, nossos vizinhos Peru, Bolívia e Paraguai, além do México e Panamá, proíbem a compra de terras por estrangeiros na faixa de fronteira. Outros países impõem algumas restrições, mas Brasil, Argentina, Chile, Colômbia e Uruguai recebem todos de braços abertos. O Uruguai, por sinal, prepara nova legislação para barrar a invasão de argentinos e brasileiros sobre seu pequeno território.

O fenômeno é mundial. A queda do dólar atrai europeus e japoneses a investir em terras produtivas ou de lazer nos Estados Unidos. Há uma lei federal um pouco restritiva e algumas estaduais que buscam restringir investidas estrangeiras, mas não há proibição legal nem em faixas de fronteira. Na realidade, trata-se de mais um filhote da globalização da economia que chama agora a atenção de todos, em função da produção de alimentos e de energia limpa em escala mundial. Comida e combustível estão mais uma vez na raiz da discussão, mas turismo e lazer surgem também como ingredientes de peso.

Arquivado em: Economia, Política I

2 Comentários »

  1. Comentário por H.da Silva — 13 13UTC junho 13UTC 2008 (20:23)

    Tu deverias estar por dentro da lei que determina que gringo nem pode ter propriedade no brasil. Bem, mas por trás desta gringaiada citada por ti, assinam petistas e corruptos dos demais partidos, os sócios deles. Tu és comunista de carteirinha, com complexo de inferioridade ou tu achas mesmo que todo leitor é desinformado e acredita nas asneiras que tu escreves? Teu texto é chato e tu és um mentiroso tendencioso. Provavelmente um velhote gagá encostado em algum carguinho dado pelos teus camaradas do arcaico PCB. Te manca e te aposenta.

  2. Comentário por carlosjoao — 18 18UTC junho 18UTC 2008 (9:07)

    Ferve o caldeirão da TVBrasil! Pombas, quem é esse maluco que escreveu essa bobajada aí em cima? o cara é idosofóbico…

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