21
de
abril
Onde?
Quais coisas são de fato relevantes, e quais desimportantes? Quem são os medalhões que nos olham com altivez e soberba, e como se chamam os meninos e meninas, os velhos e todos os miseráveis que nos abordam nas calçadas imundas da zona nobre da cidade? Quantos dias, quantas horas, quanto tempo demorará até entendermos a inutilidade dos relógios, a ineficácia dos calendários? Onde está o Deus de tudo e de todos, que deixa seus filhos errantes pela vida, de tropeço em tropeço, de queda em queda, caminhando em direção ao nada, chegando a lugar nenhum?

