Visão Crítica

Política, economia, cultura e cotidiano por LUIZ AUGUSTO GOLLO

31

de
agosto

Ótica errada

 Foi aqui que a gripe pegou Uribe.

Essa gripe suína que pegou o presidente colombiano Álvaro Uribe só pode ter sido praga do Chávez e dos outros presidentes reunidos na Unasul, em Bariloche. Só Alan García, do Peru, e Tabaré Vásquez, do Uruguai, não bateram nele, os demais foram contra a utilização das bases por militares norte-americanos. A queixa geral é contra a presença militar ostensiva dos Estados Unidos no subcontinente. Quase ninguém condena o combate ao narcotráfico na produção, e não no consumo. No dia em que se inverter a ótica, nós é que mandaremos polícia e exército para ajudar norte-americanos e europeus.  

Arquivado em: Política I Comentários (0)

28

de
agosto

A vol d’oiseau

O Ministério Público de São Paulo proibiu, ou quer proibir, crucifixos em repartições públicas sob a alegação de que o Estado é laico. Como assim, se a Câmara dos Deputados acaba de aprovar o acordo do governo com a chamada Santa Sé, tornando obrigatório o ensino de religião nos primeiros anos da educação pública formal? É absurdo, eu sei, mas qual deles é o maior? Pessoalmente, concordo com o Gilmar Mendes: “Espero que não tirem o Cristo do Corcovado, nem acabem com a Páscoa e o Natal”.

Quando o papa Bento 16 esteve entre nós, o presidente Lula fez questão de deixar bem claro que o Brasil é um país laico. Mas quando foi a Roma, assinou um acordo abrindo o ensino laico às aulas de religião. Na volta, mandou para a Câmara, que discutiu muito, mas aprovou, junto com uma lei geral das religiões. Quer dizer que além da catequese católica as crianças poderão aprender passes de umbanda, fundamentos do espiritismo e o que mais se apresentar como aula de religião.
 
E o Supremo inocentou o Palocci da quebra do sigilo bancário do jardineiro Francenildo, lembra dele? Refresque a memória nos sites da imprensa, ele foi o único dos implicados presente à sessão. Alguém argumentou que está na cara a autoria intelectual do crime, mas os ministros, como bons advogados, creem que “o que não está nos autos não está no mundo”. Sobrou para o ex-presidente da Caixa Econômica, Jorge Mattoso, indicação da Marta Suplicy, ex-preso político e pelo visto aético à toda prova. Já se diz até que Palocci pode tomar o lugar da Dilma na candidatura a presidente. “Cê pena que num podi piorá? Piora!”, dizia uma amiga mineira jornalista.
 
E a Dilma, hein? Circula na net um e-mail advertindo para não abrir de jeito nenhum uma mensagem com fotos de Dilma nua…pode ser verdade. Agora, falando sério, é séria essa história do pedido dela a Lina Vieira para apressar a investigação sobre Fernando Sarney? É séria a versão dos 30 dias das imagens no sistema de segurança da sede do governo? É séria alguma coisa que se diga sobre o caso pelo pessoal do governo? Verdade verdadeira, vejo mais seriedade no Mercadante – antes da conversa com o Lula, claro.
 
E as criancinhas de Orlândia? Conhece Orlândia? Nem eu. Duas crianças de dois anos de idade foram flagradas pela funcionária de uma creche pública brincando com dois pacotinhos de cocaína. A diretora chamou a polícia e recomeçou a discussão sobre a redução da maioridade penal, porque, protegidos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, os minimeliantes pegariam no máximo três anos e voltariam ao crime com apenas cinco aninhos. Nome da creche? “Boca pequena”.
 
E o José Saramago? O jornal diz que “Depois de padecer de uma grave enfermidade respiratória que quase lhe custou a vida, ele lança seu novo romance, Caim, em que redime o personagem bíblico do assassinato do irmão Abel e credita a Deus a autoria intelectual do crime, ao depreciar o sacrifício que Caim Lhe havia oferecido”. O gajo é bestial! É seu também “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, em que igualmente exerce à vontade seu ateísmo virulento. O que consola é que não falta muito para ele se explicar.
 
E o Michael Jackson, hein? A polícia chegou à conclusão de que foi assassinado por uma dose letal do analgésico Propofol, aliada a midazolam, diazepan, lidocaína e efedrina, de acordo com a autópsia agora divulgada. Que droga de vida! 
Arquivado em: Cotidiano I Comentários (0)

24

de
agosto

Fumando espero

 Basile pitando seu cigarrinho. 

A coisa anda feia para treinadores de futebol argentinos, a julgar pela interpelação de Alfio Basile e seu auxiliar Rubén "Panadero" Díaz, do Boca Juniors, que se explicarão ao Tribunal de Disciplina da Federação Argentina de Futebol, AFA, en español, às seis da tarde desta terça-feira. Ambos fumaram à beira do gramado, durante a partida da primeira rodada do campeonato, que terminou empatada em dois a dois, contra o Argentinos. Desde 2005 a AFA proíbe o fumo em campo, mesmo no banco de reservas e, agora, com a onda antitabagista internacional que também contaminou o governo de Cristina Kirchner, encheu-se de moral.

Arquivado em: Cotidiano I Comentários (0)

21

de
agosto

O beijo e o escarro

 

Aloysio Mercadante e Lula: uma questão de ótica.

Esta é a terceira ou quarta tentativa de iniciar a crônica semanal. Não precisaria, necessariamente, tratar de política, podia escrever sobre o médico paulistano que assedia as pacientes de inseminação artificial, ou o motorista da van escolar preso mostrando vídeo pornô para a aluna de 12 anos dentro do veículo, ou algum tarado entre milhões. Mas, enfim, nada me parece tão imoral quanto a situação na qual o presidente Lula pôs o partido que ajudou a fundar e que o levou ao pedestal onde está, mirando tudo de cima como se fosse mesmo “o cara” a quem se referiu Barack Obama.
 
Escrevo na tarde da sexta-feira plúmbea e abumbrosa no Rio, os termômetros ao redor dos 22 graus, o que, para carioca, é inverno brabo. Assisti, pela manhã, ao patético discurso de Aloysio Mercadante com os motivos da sua não-renúncia ao posto de líder petista no Senado. Me deu pena dele e é sobre o que escreverei.
 
Mercadante continua acreditando no partido e no Lula, um erro duplo e fatal. Seu mandato expira no ano que vem e nada garante que terá legenda para disputar a reeleição. Não aceitou apoiar Sarney precisamente porque seu eleitorado não entenderia, mas a qualquer momento, até a convenção que definirá os candidatos, será descartado, com todos os dez milhões de votos que o elegeram em 2002 e que o PT considera seus. Afinal, foi um insubordinado no momento exato da exposição pública de Lula aderindo ao patrimonialismo e à falta de ética que sempre combateu. Se lhe negarem a legenda, de nada valerão seus votos e eleitores passados.
 
Mercadante pode tirar o cavalinho da chuva, como dizia minha avó, porque o PT negará a vaga para a reeleição, o primeiro sinal foi a Marta Suplicy ressuscitar dos mortos como possível candidata ao Senado, e Lula afirmar que isso seria ótimo. Ainda assim, na suposição de que ele consiga a vaga para tentar a reeleição, quem garante que não sofrerá na campanha o boicote dos “companheiros” fiéis ao líder máximo, o Stalin petista?
 
Creiam, é duro escrever essas coisas mesmo para quem nunca foi petista, mas, como eu, sempre foi de esquerda e a cada dia se decepciona mais com o que se passa na tela nacional. Aloysio Mercadante não é bobo, tem uma história impecável, o que não se pode dizer, por exemplo, de José Genoíno, mas essa é outra enfermaria. Sua postura no discurso desta manhã na tribuna do Senado é a de um homem comprometido até a medula com suas ideias, coisa rara nos dias que correm.
 
Foi em nome disso que ele capitulou ao apelo de Lula para continuar na liderança do partido no Senado, depois de haver anunciado a renúncia até pelo twitter, geringonça inventada para nos cobrar coerência. Pois Mercadante subiu e leu a carta escrita por Lula para fazê-lo desistir. Na véspera, não aceitara fazer o mesmo com a carta do presidente do PT, Ricardo Berzoini, que mandava os petistas do Conselho de Ética votarem a favor do Sarney.
 
Pobre Mercadante, viu a luta menor e não a maior. Não se submeteu à ordem do capataz, mas sucumbiu à chantagem emocional do fazendeiro. Ambas as cartas visavam ao mesmo objetivo: prendê-lo à liderança da bancada petista no Senado, mesmo depois de ele ter anunciado a renúncia e de haverem até cogitado seu sucessor. Paciente rebelde, Mercadante insiste que está saudável, embora seus pares no Senado detectem os sinais da doença que o vitima: ingenuidade política.
 
Sua situação me remete aos “Versos Íntimos”, de Augusto dos Anjos, para os quais peço sua detida atenção:
 
“Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
 
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
 
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
 
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!”
 
A não seguir os conselhos do poeta, mais dia, menos dia, Aloysio Mercadante saberá da sua substituição por um repórter furão ou pela notícia estampada na primeira página de algum jornal.

 

Arquivado em: Política I Comentários (0)

18

de
agosto

Triste Bahia

Assisti hoje a uma exposição de Ciro Gomes para dezenas de reitores de universidades federais, na Unirio, e concordei com tudo o que disse, sobretudo a parte em que cobrou dos reitores engajamento na construção de um país sério. O Brasil que Ciro defende é como os Estados Unidos e os países europeus.

Quando vejo a mixórdia em que nos metemos no Congresso Nacional, a pouca-vergonha de Sarney a Lula, passando pelos petistas preocupados só com a eleição do ano que vem, tenho que concordar com Ciro, de quem não gosto muito. Esta baderna só terá fim com o arranjo político que permita pensar o país e não as pessoas. Enquanto China, Rússia e Índia andam para a frente, andamos para trás, caranguejos que somos desde 1500.

Pelo que vi e ouvi esta tarde, Ciro Gomes é uma luz no túnel deste país anacrônico que não toma jeito. E tem mais: Lula não ganha no ano que vem nem a pau. Está enterrando sua biografia na pior companhia que podia escolher: Renan, Collor e Sarney.

Arquivado em: Política I Comentários (0)

17

de
agosto

Bons companheiros

O empenho de Sarney em mostrar o Estadão como autor de "campanha sistemática" contra ele e a família ultrapassa a paranoia e beira a histeria. No discurso de hoje no Senado, o apartamento nos Jardins, em São Paulo, começou medindo 85m2 e logo mais tinha 75m2. Não é por implicância com o senador, é só que ele está tão pouco incomodado com o que se pense dele que diz o que quer, na presunção de que vamos engolir e bater palmas.

Outro que perdeu as estribeiras é o Lula. Não quer saber se a Lina esteve com a Dilma e diz que basta checar as agendas de compromissos de ambas. Parece até que nunca ouviu falar em conversas fora da agenda. Parece até que não seria mais fácil checar o livro de acesso das pessoas ao Palácio do Planalto, onde Dilma dá expediente. Parece até que não há câmeras de segurança espalhadas pelos corredores do poder. Parece até que somos idiotas.

Arquivado em: Política I Comentários (0)

15

de
agosto

Ricardo Cravo Albin

a cara e a voz do Museu da Imagem e do Som carioca não foi ouvido

Na festa do anúncio do projeto arquitetônico vencedor do concurso para a construção do novo Museu da Imagem e do Som (MIS) do Rio de Janeiro, na segunda-feira desta semana, entre dezenas de convidados ilustres uma ausência em especial foi percebida pela maioria: a de Ricardo Cravo Albin, responsável pelo MIS por 18 anos e artífice da engenharia política que garantiu a sobrevivência da memória da mais autêntica cultura popular brasileira durante o pior período da ditadura militar.

“Não quero entrar numa discussão sem sentido. Muita gente tem me ligado para perguntar e falar bem e mal, mas eu não vou falar mal do meu filho”, diz, diplomático, entre goles de café depois do almoço e antes de completar seu raciocínio: “As pessoas não têm que se atrelar a outras pessoas, mas sim a ideias, isso é o que interessa: a manutenção da essência do museu”.

O MIS do Rio de Janeiro, pioneiro no país, foi fundado em 1965 pelo governador do estado da Guanabara, Carlos Lacerda, e em alguns meses passou às mãos de Cravo Albin, “não fundador, mas estruturador do MIS”, como se considera.

“Hoje me orgulho de ter fundado 18 museus da imagem e do som pelo Brasil afora. O primeiro foi o de São Paulo, entregue a Rudá de Andrade (filho de Oswald de Andrade) e que hoje é um dos principais do país”, comenta o misto de advogado que não advogou e jornalista que se dedicou ao registro do passado e não do presente.

Ricardo Cravo Albin estranha a maneira como se dá a evolução do MIS carioca, mas não lhe agrada a mudança: “Copacabana não precisa de museu, de movimento. Já é muito movimentada. Além disso, o novo museu vai destoar de toda a arquitetura da Avenida Atlântica”, comenta, aproveitando para uma alfinetada:

“Na terra de Niemeyer, promove-se um concurso internacional e vence um escritório americano! Isto para não falar que já existe um projeto, do arquiteto Glauco Campello, para a construção do prédio anexo do MIS, ao lado da sede na Praça XV”.

A sede é um prédio histórico, construído para abrigar a exposição comemorativa do centenário da independência, em 1922. No livro “Rastros de Memória”, em que conta a história do museu, Ricardo Cravo Albin incluiu a foto da maquete baseada no projeto de Campello.

“O natural seria construir o anexo ao prédio histórico”, adverte. “Inclusive, fico muito preocupado com o destino que se dará ao prédio do Pavilhão de Exposições. Espero que seja preservada sua importância histórica e cultural”.

O memorialista lembra que ao assumir o MIS, ele era um museu sem dinheiro e quase se acervo, numa época em que o país começava a sofrer a asfixia política e cultural da ditadura militar. Era preciso muito engenho e arte para levar adiante o projeto:

“As pessoas chegavam para mim perguntando por que fazer um museu do cinema”, ele ri. “Eu explicava que era um museu para a imagem e o som, mas não havia nada parecido no Brasil, nem no mundo”.

Assim, Cravo Albin inventou a série “Depoimentos para a Posteridade”, aberta com o de João da Baiana, de repercussão imediata na grande imprensa. Para determinar quem deveria gravar sua história, criou vários conselhos, cada um com 30 a 40 membros escolhidos entre artistas, estudiosos, jornalistas, professores, músicos.

Além de indicar as personalidades, os conselheiros davam aulas no próprio museu para turmas abertas aos interessados nos temas dos cursos, de música erudita a esportes, passando por literatura, cinema, teatros, artes plásticas e cinema.

“Cobrava-se barato, o museu ficava com 80% e o professor com 20%, mas mesmo assim não havia dinheiro nem para as fitas de gravação. Em nome do MIS, eu pedia as gravações da Aliança para o Progresso, apagava as fitas e gravava os depoimentos”, ele revela, citando Elizeth Cardoso, Jacob do Bandolim, entre tantos que gravaram suas vozes e histórias para a posteridade em fitas originais do programa norte-americano de propaganda ideológica.

No governo do general Ernesto Geisel, quando a situação geral do país ficou mais pesada, Ricardo Cravo Albin chegou a desviar material da representação da Sunab no Rio, onde trabalhava como assessor de imprensa, e por isto quase foi preso:

“Fui pessoalmente ao general João Batista Figueiredo, chefe do SNI, e expliquei que desviava papel higiênico, lápis, coisas de escritório, para ajudar o museu. Ele me ouviu e disse: ‘Pode ficar tranquilo que eu conheço bandido há muito tempo. Você não está roubando, é um cara honesto’. E eu escapei do inquérito e da cadeia”.

Com o tempo, ele criou o Golfinho de Ouro, para destaques na vida cultural, e o Estácio de Sá, para os mecenas da área, dois prêmios anuais entregues pelo governador em solenidades que mereciam cobertura de toda a imprensa.

Pelo que fez não só no Rio, mas nos 18 estados onde disseminou os museus da imagem e do som, Ricardo Cravo Albin esperava ser ouvido agora, sobretudo porque considera-se amigo de Sérgio Cabral, pai do governador “que eu peguei no colo, veja você” e também porque sua consultoria é solicitada até no exterior, como no futuro MIS de Angola, projeto da construtora Odebrecht.

“Mas não vou apequenar a questão. O importante mesmo é que o museu será enriquecido com novas tecnologias e mais espaço”, finaliza, embarcando no carro para o fim de semana em Paraty: “Vou renovar as forças”.

14

de
agosto

Tutti buona gente

 

Charge tirada de boletim@chicoalencar.com.br

13

de
agosto

Sobre bichas e sapatões

É perigoso, mas vou correr o risco e escrever sobre a censura aplicada à psicóloga Rosângela Rufino pelo Conselho Federal de Psicologia no último dia do mês passado pelo fato de ela oferecer tratamento a homossexuais cansados da vida dupla que levam e anseiam voltar ao seu sexo natural. Vida dupla sim, não acredito que gays assumidos, vivendo as relações afetivas que escolheram, procurem terapia para mudar. Pacientes da psicóloga devem ser pessoas insatisfeitas com seu comportamento, ou não estariam nem aí.

É curioso que o conselho tão zeloso neste caso não revele o mesmo empenho em relação aos “bispos” da telinha e suas promessas de curar depressão, ansiedade e até falta de dinheiro, que, esta sim, sabe-se não ser doença e, na realidade, nem opção pessoal, mas antes contingência da vida. São líderes religiosos ou psicólogos, afinal? O conselho parece mais preocupado com a orientação sexual do que com o charlatanismo descarado pela tevê.
 
Rosângela é evangélica, ou seja, minoria religiosa num mar de católicos da boca pra fora ou sinceros. Segue preceitos bíblicos, sabe que Deus abomina o pecado, mas ama o pecador, como atestam inúmeros exemplos no Novo Testamento. A terapia que ela proporciona não é eficaz para quem não a procura. Não força ninguém a nada, não convence ninguém de que deve ser macho ou fêmea. Mesmo assim, foi denunciada e punida.
 
Se Rosângela oferecesse terapia na mão inversa, “ajudando” indecisos a enveredar pelo mundo do homossexualismo, seria considerada psicóloga contemporânea, atenta aos novos tempos, daria entrevistas no rádio, na tevê, nas revistas, nos jornais. Daria palpite até sobre a queda da taxa de juros e a seleção do Dunga. Ganharia tanto dinheiro que até poderia comprar Neverland.
 
Mas não. Rosângela rema contra a maré e ainda diz que homossexualismo tem cura. Alguns “bispos” dizem a mesma coisa, mas não são psicólogos, o conselho não tem nada com isso. Sua psicologia é restrita ao mundo dos diplomados e aos ditames dos novos tempos. No fundo, acha que esse negócio de papai e mamãe já era, legal agora é papai e papai, mamãe e mamãe. Quem é contra é preconceituoso.
 
O movimento homossexual é mais e mais poderoso, promove dia de orgulho, elege cidades amigas, alimenta um novo turismo mundial, de renda dupla e sem filhos, ou no original “double income, no kids”. Homossexuais têm nichos próprios de consumo, lojas voltadas para eles, da alimentação ao vestuário, publicações específicas e são tão influentes que veem intransigência onde ainda não conseguem acesso.
 
O movimento homossexual internacional acusa, por exemplo, a igreja de ser intransigente ao não fazer casamentos entre pessoas do mesmo sexo, esquecido de que igreja é como clube, tem seus regulamentos e suas imposições. Aceita quem quer, quem não quiser funde o seu clube ou crie sua seita, seus ritos e sacramentos. Sem intransigência.
 
A psicóloga Rosângela é exemplar da intransigência homossexual. Se quer “ajudar” adolescentes a assumir outra sexualidade, tudo bem, senão, pra fogueira. É uma espécie de Inquisição moral que me faz lembrar a reflexão de um escritor espirituoso cujo nome não lembro agora, e que disse mais ou menos o seguinte:
 
“Quando eu era criança, homossexualismo era um dos maiores tabus morais da sociedade. Quando era jovem, veio a liberação sexual, as drogas, o questionamento dos tabus sociais, entre eles o homossexualismo. Tinha até um certo charme, um verniz intelectual. Agora que sou homem maduro, o homossexualismo virou moda, é aceito e até incentivado, há pais orgulhosos dos filhos homossexuais. Eu só espero morrer antes que se torne obrigatório”.
Arquivado em: Cultura I Comentários (0)

5

de
agosto

Lamaçal

 

Charge de Frank copiada do cartunistasolda.blogspot.com

Arquivado em: Política I Comentários (0)
Posts mais antigos »

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://lgollo.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.