INSISTENTES BOATOS CIRCULARAM HOJE EM
BRASÍLIA DANDO CONTA DA MORTE POLÍTICA DE
JOSÉ SARNEY. NO FIM DA TARDE, O PRÓPRIO
SENADOR VEIO A PÚBLICO E ESCLARECEU:
"CALMA AÍ, BRASILEIROS E BRASILEIRAS, A MORTE
NÃO É MINHA: É DO MICHAEL JACKSON".

Deixo de lado a agenda dos acontecimentos da semana, de resto uma sucessão de tragédias e dramas pessoais ou sociais e políticos, para distrair a meia dúzia de leitores cativos com uma historinha de casamento. Preocupada com a monotonia imposta pela rotina de oito anos de casada, a esposa procurou alguma fórmula capaz de manter acesa a chama do desejo e do ardor entre ela e o marido, tipo tranquilão e meio desligado quanto a essas preocupações da cara-metade. Fuça daqui e dali, ela encontrou um quase manual na internet, no original em inglês, pois era caso norte-americano, e decidiu pô-lo em prática:
Ainda sob o impacto da perda pessoal irrecuperável, os familiares dos passageiros do acidente aéreo de domingo precisam encontrar ânimo e coragem para enfrentar o que vem depois do pior: o mais difícil. José Geraldo Tardin, presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), alerta para posturas essenciais neste momento traumático:
Frank, finíssimo humor histórico no feriadão de 21 de abril. Joaquim Silvério dos Reis, o traidor, faz a pergunta, que Tiradentes responde com a última palavra da expressão latina na bandeira de Minas Gerais: "Libertas quae sera tamen" ("Liberdade ainda que tardia"). Crédito extra para Galeno Lima, possível professor de História.
Frank, um olho nos passageiros espancados na estação de Madureira pelos guardas da Supervia e outro nas viagens de Adriane Galisteu quando namorava o deputado do texto abaixo. As duas copiadas do blog www.cartunistasolda.blogspot.com.
Muito se tem escrito sobre o outono nestes primeiros dias da estação que veio de roldão nas “águas de março fechando o verão”. Fotos nas páginas de papel e na internet revelam a beleza do chão atapetado de flores e folhas coloridas, a suavidade cinzenta do céu nublado, o sol morno sobre as praias, mais ainda sobre a “Princesinha do Mar”. João de Barro e Alberto Ribeiro criaram mais do que um apelido, criaram a identidade do bairro, em plena década de 40, quando até os outonos eram outros.
Desde criança aprendi que o Rio tinha duas estações apenas: verão e calor. Segui pela vida repetindo essa sandice, até voltar, depois de 30 anos em Brasília. Em Copacabana, afinal, como num “insight”, constatei que a sexta-feira 20 de março não foi igual à véspera. O verão acabara e o outono se instalou de maneira triunfal, não tímido e sorrateiro, mas com trombetas e clarins. O sol brilhava, mas não fazia o mesmo calor, a brisa na orla já não era o bafo quente de antes, e nos dias seguintes ficaria mais e mais amena, até sugerir senão um casaco, ao menos uma camisa mais grossa.
Exagero? Talvez, mas a cada manhã caminhar no calçadão é mais agradável, até mesmo quando a chuva fininha insiste em perturbar o cenário. A areia molhada ganha outra densidade e uma cor mais escura, como o mar lá adiante, disfarçado atrás do véu úmido da manhã. No mesmo ritmo de quando o sol reina, as pessoas prosseguem no vaivém da caminhada, da corrida ou da bicicleta. Parece que nada atinge a realidade do calçadão.
Do outro lado do asfalto, bolsas de valores caem, desemprego cresce, cesta básica sobe, ladrões roubam, comentaristas econômicos e políticos profetizam caos e desespero, pranto e ranger de dentes. Do lado de cá, o outono se impõe concreto e palpável, inteiro e íntegro, enquanto encerro meu percurso matinal.
E até a água de coco está mais gelada esta manhã.